MOMENTO DE REFLEXÃO!

Não faça nada daquilo que possas te arrepender, pois, se o arrependimento vier não terás o que fazer

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

MINHA PAIXÃO!

Eu tenho uma paixão...
que parece uma guria!
Às vezes é tão macia,
e, de repente enrijece.
Muitas vezes emudece
forçando-me a me calar.

Mas, se, desanda a falar
pula e canta de alegria,
vê o mundo em fantasias,
e não considera a razão;
eu amo essa paixão,
e, o seu nome é poesia.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

VIDA E MORTE.

Eu não entendo a morte.
Por que interrompe a vida?
Se, inexplicavelmente, a vida
um dia buscará a morte.

Se, só tem vida quem morre,
há um contrassenso em viver!
Será que a vida escolhe morrer?

Vida e morte serão unas?
Sem fronteiras nem origens,
pois as duas se confundem
num começo, meio e fim.
Da vida, é certa a morte,
mas, a morte é nova vida,
nova missão concebida:
Foi o que disseram pra mim.

Já não sei o que é melhor,
não sei mais o que fazer!
Tenho apenas que viver
até o fim da caminhada,
e recomeçar a jornada
no dia em que eu morrer.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Posse na Academia Uruguaianense de Letras



Dia 30/11, das 18h às 19h30min, no Salão Nobre da Prefeitura, o presidente da Academia Uruguaianense de Letras (AUL), Ricardo Pereira Duarte presidiu Sessão Solene de Diplomação e Posse de oito novos acadêmicos. Na abertura da sessão, o presidente Ricardo Duarte fez saudação à memória do acadêmico Vidal Faria Ferreira que faleceu no dia 16 de novembro de 2011, em Uruguaiana, e seus familiares receberam em definitivo a Medalha da AUL. Após, foi lido o juramento e compromisso pelo professor universitário, escritor e Patrono da 35ª. Feira do Livro, Pedro Câncio. Foram diplomados e empossados os acadêmicos: Pedro Câncio da Silva, Ramão Larré Rodrigues, Márcio Estamado Rodrigues, Luciano Dias Desessards, José Luiz de Souza Villela, Armando Vasques, Jorge Claudemir Soares e Sidney Campodônico Filho. O prefeito Sanchotene Felice que é membro benemérito da Academia fez o discurso oficial de saudação na Sessão Solene, Finalizando, o presidente da AUL, Ricardo Pereira Duarte agradeceu a presença de todos.

domingo, 30 de outubro de 2011

SESMARIA DA POESIA GAÙCHA




Estivemos presente em Osório-RS, em 24/09/2011, na 16ª Quadra da Sesmaria da Poesia Gaúcha para apresentar o poema "O Julgamento" de nossa autoria, e que no palco foi defendido brilhantemente pelo nosso sempre parceiro e talento já consagrado da declamação gaúcha Franco Ferreira, amadrinhado pelo não menos brilhante músico Nelson Souza (Cardozão).
A foto postada acima testemunham a qualidade da apresentação destes grandes artistas, e convence-nos que a Sesmaria seja um dos melhores, se não isso, festivais de poesia do Rio Grande do Sul pelo nível dos trabalhos apresentados. Premiar um poema em Osório é questão de detalhes que não dependem da qualidade das obras apresentadas. Parafraseando o grande Pirisca Greco: "mutchias gracias".
O vídeo está no Youtube, pois o blog não aceitou por incompatibilidade de tamanho, mas o link é:

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Candieiro da Canção e Poesia 2011.





Em 16/09/11 estivemos participando dos festejos farroupilha do CTG Sinuelo do Pago, onde realizou-se o 3º Candieiro da Canção e Poesia, festival este que tem o intuito de homenagear um fato histórico acontecido em Uruguaiana durante a guerra do Paraguai, a "Retomada de Uruguaiana", e que bem aproveita a data festiva para todos nós gaúchos, para realizar o festival. Em participando na categoria poesia, logramos êxito de receber a premiação de 2º Lugar com a obra "Andarilho", o que muito nos lisonjeou. A poesia foi defendida no palco pelo grande declamador Douglas Neves que esbanjou categoria durante a apresentação.

domingo, 28 de agosto de 2011

Selecionados os 11 poemas da 16ª Quadra da Sesmaria da Poesia Gaúcha de Osório


Na noite de quinta-feira, dia 4, no CTG Estância da Serra, foi realizada a triagem dos 246 trabalhos inscritos na 16ª Quadra da Sesmaria da Poesia Gaúcha de Osório que ocorrerá no dia 24 de setembro na Câmara de Vereadores. Os jurados Liliana Cardoso, Vinícius Brum e Rodrigo Medeiros selecionaram os 11 poemas que vão participar do concurso poético que valoriza a cultura gaúcha e litorânea.


O tema da Sesmaria deste ano é o tropeirismo e o homenageado é o consagrado declamador Patrocínio Vaz Ávila. Durante a triagem, já foi escolhido o poema vencedor na categoria tema: “Tropeiro de Minha Infância”, de Jurema Chaves. Após a escolha dos melhores trabalhos, ocorreu um jantar de confraternização prestigiado pelo prefeito em exercício, Luiz Gomes Anflor, o Secretário Municipal de Cultura, Rossano Teixeira, o presidente da Associação Sesmaria, Romeu Weber, o homenageado da Sesmaria Estudantil deste ano, Cláudio Martins, jurados e membros de entidades tradicionalistas como o CTG Estância da Serra.


Além da apresentação dos poemas apresentados por declamadores e amadrinhadores de todo o Estado, outra atração são os shows. Este ano o músico Índio Rufino fará o show de abertura, fazendo o lançamento do seu 1º CD. O outro show, que ocorre depois das declamações, será com o músico Jairo Lambari. Mais informações sobre a 16ª Quadra da Sesmaria da Poesia Gaúcha no siteWWW.semaria.org.br. Confira, abaixo, os poemas selecionados para o concurso:


RELAÇAO DOS POEMAS CLASSIFICADOS - SESMARIA DA POESIA GAUCHA – 16ª QUADRA


1-EMENTARIO DA ALMA

AUTOR :HENRIQUE FERNANDES

DECLAMADOR: HENRIQUE FERNANDES


2-COMENSAL DOS QUATRO VENTOS

AUTOR: GUILHERME COLLARES

DECLAMADOR: FABRICIO VASCONCELLOS


3-O VELHO TESTAMENTEIRO

AUTOR: CARLOS OMAR VILLELA GOMES

DECLAMADOR:A SER DEFINIDO


4-CANTOS DE TABA E SENZALA

AUTOR:JOSEJOAO SAMPAIO DA SILVA

DECLAMADOR: GUILHERME PIANTA


5-AS VISTAS DO CORAÇAO

AUTOR: VAINE DARDE

DECLAMADORES:CARIN BURTETe LUIS AFONSO TORRES



6-HOMEM CAVALO-CENTAURO

AUTOR: ADAO VARGAS DIAS

DECLAMADOR:NEITON PERUFFO



7-O JULGAMENTO

AUTOR: JORGE CLAUDEMIR SOARES

DECLAMADOR: FRANCO FERREIRA



8-A FRONTEIRA

AUTOR: RODRIGO BAUER

DECLAMADOR: PEDRO JUNIOR DA FONTOURA


9-DAS SOLIDOES DE UM PROSCRITO

AUTOR: MATEUS NEVES DA FONTOURA

DECLAMADOR: A CONFIRMAR


10-O SENHOR DE TODOS OS TEMPOS

AUTOR: LUIS LOPES DE SOUZA

DECLAMADOR: PAULO RICARDO


11-TROPEIRO DE MINHA INFANCIA(tema)

AUTOR: JUREMA CHAVES

DECLAMADOR: A SER DEFINIDO

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

VIRADA.

Preciso de reciclagem!

Tenho de criar coragem,

e limpar minhas gavetas!

Jogar fora fotografias

rever as velhas manias

entraves das ampulhetas.


O tempo é inexorável,

e o mundo é implacável

se não mudamos conceitos.

Quero reordenar os planos

refazer os meus enganos,

e enterrar os meus rejeitos.


Vou refazer o caminho

olhando em cada cantinho

pra não pisar espinheiros!

Quero ter novos amigos,

reformar os mais antigos

pra serem meus parceiros.


Quero provar outros amores

sem as mágoas ou rancores,

que ontem turbaram a calma.

Abandonar a velha morada,

pois, lá ficaram trancadas

as máculas da minha alma.


E quando acabar a limpeza

não quero receber tristezas

no meu novo endereço.

Quero paz e tranqüilidade,

misturadas com liberdade,

e o carinho que mereço.

domingo, 17 de julho de 2011

Poesia também é amor à língua portuguesa!

A presidenta foi estudanta?

Uma belíssima aula de português.
Acho interessante para acabar com a polêmica de "Presidente ou Presidenta"
Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionarem à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.
Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.
Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizantas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
Por favor, pelo amor à língua portuguesa, repasse essa informação..
Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Homenagem ao Rio Uruguai.

Em 29 de Junho, no blog Jornalismo Digital Unijuí, foi publicado uma reportagem acadêmica prestando uma homenagem ao nosso querido Rio Uruguai, onde tivemos a honra de prestar uma colaboração à acadêmica Deisi Fabrim prestando-lhe algumas informações a respeito desse amor que dedicamos ao nosso rio. O link para acessar a reportagem é: http://reporterunijui.blogspot.com/search?updated-max=2011-07-05T19%3A
Para quem queira ler por aqui, aí está este trabalho tão meritório como tributo ao Rio Uruguai.


O RIO QUE INSPIRA CULTURA

Existe um Rio de muitos outros rios que a cada vibrar do violão, a cada estrofe desenhada, a cada rugido de gaita é lembrado.


São 2.200 km de águas turvas e, em muitos pontos, cristalinas e de belas paisagens. Um rio de intensas transformações ao longo da história, e uma fonte de encontros e inspiração para a cultura. O majestoso Rio Uruguai no seu percurso desenha diferentes regiões e culturas, margeando os estados sulistas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e, a tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Uruguai. Revela moradores e frequentadores de sua barranca, admirados com suas águas, mas também preocupados com a preservação deste manancial.


Belezas, preocupações, histórias, cotidiano e amizades.
Tudo se torna poesia, música, poema, conto reunindo amigos à beira do Rio para compartilhar a vida e a emoção que dele emana. No Rio Grande do Sul, já foi cenário de séries como “Na Trilha dos Rios” da RBSTV e minissérie “A Casa das Sete Mulheres” da Rede Globo e continua sendo motivo de muitos projetos em favor de sua preservação. Civilizações diferenciadas o margeiam em busca de união, compartilhamento e produção de cultura, a fim de cultivar costumes que não querem ser deixados para trás, por nós e pelo Rio.








Fonte de notas musicais


O Festival da Barranca que acontece anualmente durante a Semana Santa, a uns 13 km da cidade de São Borja no oeste do Rio Grande do Sul, é um exemplo de encontro musical que literalmente é movido pelo Rio. O evento já ocorre há
40 anos, reunindo amigos e convidados num acampamento à beira do Rio Uruguai. Em cada edição do festival há um tema sobre o qual os participantes compõem as músicas durante o encontro, para no último dia compartilhar entre todos. Disputam também o troféu Apparício Silva Rillo, homenagem a um dos componentes do Grupo Amador de Arte Os Angüeras, fundadores do Festival da Barranca.


O compositor Odemar Gerhardt, participante do evento teve muitas composições vencedoras do Festival. Ele afirma que este é o “maior de todos e incentivador dos outros”. A inspiração vinda do Rio é por toda a História e belezas do Uruguai e mais “por contemplar as suas águas de cima de um caíque
ou das suas barrancas, as melodias e poesias afloram ao natural nos compositores”. Odemar declara que participar do Festival da Barranca “não tem igual. E olha que já participei quase todos os festivais do Estado. A fonte de subsídios para escrever, compor e musicar é inesgotável. Você pode cantar este rio com quase todos os ritmos da nossa cultura e dos outros países que também são banhados por suas águas”.



Outro festival que enaltece o cenário e alma do Rio Uruguai através da
cultura musical e poética é o Encontro Costeiro, promovido pelo Grupo de Arte e Cultura Costeiros do Yucumã, integrado por moradores de Esperança do Sul e Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul. O grupo se reúne à beira da fonte de inspiração para compor e interpretar músicas, poemas e contos. O advogado Valmor Luiz Abegg de Três Passos, presidente do Grupo conta que este “surgiu a partir da união de amigos que comungam um mesmo objetivo. A essência é a valorização da cultura e tradição da música e poesia gaúcha e a preocupação com a preservação do meio ambiente”. Ele explica que há outros grupos denominados “costeiros” pelo Estado com o mesmo objetivo deste.Valmor comenta que a razão da escolha pelo Rio
Uruguai é “natural, porque é aquele que nos é mais marcante, pela convivência de longos anos, uma vez que a maioria dos integrantes do grupo é nascida e criada” em cidades à beira do rio, como Esperança do Sul onde se realizam os encontros. Sobre a importância de festivais como este, afirma que eles “são pilares de preservação da arte, da tradição e, acima de tudo, da amizade entre homens que compartilham os mesmos ideais: cultuar a natureza e traduzir seus encantos em música e poesia”.






Amigos do Rio Uruguai


Muitas composições musicais nasceram da barranca do Rio Uruguai para os festivais e dali para o convívio de adoradores da arte musical. Você já ouviu, por exemplo, estas frases?

“Se lá no povo entre os blocos de cimento

Sentir no peito uma espécie de vazioJunte a piazada tranque seu apartamentoVenha pra costa ouvir o canto do rio Depois de noite quando a lua vem saindoE a prosa mansa na varanda tem inícioEntre os amigos do Uruguai por parceria
A correnteza chora e canta por capricho...”


Estes versos fazem parte da música “Amigos do Rio Uruguai” composta por Odemar Gerhardt, João Carlos Loureiro, com arranjo musical de Carlos Augusto Losekam. Sobre o surgimento da letra, Odemar que é natural de São Borja, conta que tudo começou com a fundação de um grupo denominado “Os Costeiros” , quando ele veio residir em Santa Rosa, em 1986. Organizado por ele com o intuito de realizar um festival semelhante ao já efetivado na sua cidade natal, o Festival da Barranca. Para isso era necessário um lugar às margens de um rio, assim o primeiro encontro foi no Rio Santa Rosa por causa da proximidade com o município. No entanto, o pensamento sempre foi realizar no rio maior, o Uruguai.


- Depois de várias tentativas em outros lugares, eis que fizemos então no lendário Rio. Nessa oportunidade ele foi realizado no município de Novo Machado, no Lajeado Corredeiras onde tem uma comunidade de moradores com casas à beira rio. Quando terminou o evento, numa noite de sábado, surgiu um desafio para que os compositores presentes fizessem uma homenagem a essa comunidade chamada ‘amigos do Rio Uruguai’, pela importância das suas atividades ecológicas (limpeza do rio) e pela fiscalização da pesca predatória.

-Este chamamento tocou os brios de mim e do João Carlos Loureiro. Embrenhamos-nos no mato de madrugada bem à beira da água e quando o sol nasceu a composição estava pronta para ser apresentada durante o almoço de domingo, onde aconteceria a entrega dos prêmios. Eis que a melodia e a letra tocaram fundo naquela gente e vários cantores queriam gravá-la.

- O primeiro cantor e amigo que nós autorizamos a gravar, foi o Valdomiro Maicá, quando realmente a música estourou. Seguiu-se depois, João Chagas Leite, Júlio Saldanha, Oswaldir e Carlos Magrão e muitos outros. Ainda estão nos pedindo para gravar esta composição apesar de tanto tempo. Nós definimos como nossa melhor obra sobre o rio Uruguai.

Declamando paixão ao Rio Uruguai

“Vivo meu tempo costeando as barrancas do Uruguai, fui filho e hoje sou pai, pescador de profissão, nunca usei minhas mãos pra exercer outro ofício, chalaneio, quase por vício e pesco por opção”.
Estes são versos da poesia “Herança Pesqueira” do poetaJorge Claudemir Soares, morador de Uruguaiana, município banhado pelo Rio que lhe inspira. Jorge escreveu a poesia para participar do 3º Festival Temático do Rio Uruguai, no ano 2007, ficando em segundo lugar na categoria.


Mas o que será que o Rio Uruguai tem que faz diversas pessoas a deleitar sobre a literatura e a música ao seu respeito? Jorge comenta que: “É muito difícil definir exatamente essa magia que une o homem fronteiriço a um rio que deu origem a cidade”. Mas é por toda a história que o Rio tem ao formar Uruguaiana “e mais a beleza natural e o fascínio que o Rio Uruguai exerce sobre todos nós, é que somos eternos apaixonados pelo velho Uruguai dos chibeiros e dos montarazes, e quero crer que, assim permaneceremos por muitos séculos ainda”, ressalta Jorge. O poeta finaliza dizendo que “o Uruguai é uma paixão para quem nasceu nesta terra e permanece aqui bebendo sua água, sobrevivendo do trabalho que ele oferece, e usufruindo de suas generosas dádivas”.




Inspiração para a cultura




Para Valmor Abegg o Rio Uruguai inspira tantas composições “porque há uma história de trabalho, sofrimento e alegrias sobre as águas do Rio Uruguai. Esses momentos inspiram e encantam. E, o resultado disso é traduzido em música e poesia pelos amantes da arte”.

Odemar afirma que a história que o Rio carrega é fonte de inspiração. “Este rio é lendário, pois foi palco de inúmeros episódios marcantes na história, na
vida e na formação do Rio Grande do Sul”. Além disso, “sua fauna e flora, belíssima que outrora deleitava os nossos olhos. Os peixes Dourado, Piava e o Surubi para não citar tantos, estes os maiores predadores deste rio. Peixes rápidos, ligeiros que só caçam na correnteza que só este Rio possui. As garças, os Biguás que vem e vão. A onça que ainda em alguns lugares existe. A capivara que se banha em suas águas. Os bugios que estão sumindo e ameaçados de extinção que vinham aos bandos por cima de nossos acampamentos fazendo um alarido que parecia uma verdadeira guerra. Olha só a fartura de material para pesquisa poética-musical que nós temos! Por isso que nós amamos este rio e procuramos defendê-lo com a nossa arte, para que ele não sucumba”.



Mensagem de Odemar a todos nós: “Não deixem esse rio parar de correr. Que esse rio continue atirando os seus caracóis para as margens provando para todos nós que ele está vivo e pulsante. Que possamos ver a maravilha de um Dourado pulando pra fora d'água refletindo suas escamas pelo sol. Esse rio não pode morrer, pois se isso acontecer, nossa geração e as vindouras morrerão um pouco também”.




















Fotos extraídas de:

sábado, 14 de maio de 2011

Talvez, um dia

eu desista da felicidade!

Não, porque seja um covarde,

mas, sim, porque ela vive a me fugir.

Talvez, um dia

eu pare de me debater!

e o tempo me ensine a viver

dos sonhos que aprendi a construir.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

MESCLA BUGRA.


Sou a mescla mais ingrata

que a vida me deu por sina

filho de castelhano com china

e um “quê” qualquer de artista

sempre estive fora da lista

dos aquinhoados da sorte

mas antes de me vir a morte

vou acumulando conquistas.


Eu sou um cidadão da vida

e trago ânsias de liberdade,

minha bandeira é a verdade

e luto por aquilo que creio;

não me encantam os floreios,

nem a zoada da mamangava,

não são duas ou três palavras

que vão me servir de freio.


Não nasci pra piqueteiro

e gosto de andar liberto,

no reino do mundo aberto

me criei coiceando a cola,

não gosto de dar esmolas

pra prostitutas do amor

se o romance perdeu calor

saio assoviando pachola.


Nunca vendi meu caráter

nem negocio a opinião,

não me apego em galpão,

os pelegos são o meu trono;

dos andejos eu sou patrono,

e vou continuar assim,

china não manda em mim

e patrão não é meu dono.


Vou morrer meio matungo

costeando um alambrado

num coxilhão “cepillado”

mirando a minha querência

mas, vou levar a essência

da cepa deste Rio Grande,

dos que trocaram o sangue

pela paz da consciência.

domingo, 20 de março de 2011

RISO.

Se o sorriso não for espontâneo

não me vale a pena um sorriso,

pois, um descaso momentâneo

é bem melhor que um falso riso.

segunda-feira, 7 de março de 2011

AMOR!

O amor! Ah, o amor...

esse caminho misterioso,

que ora, se faz venturoso,

ora é um labirinto escuro.

Hora é apenas um passado

hora é um hoje parado,

sem presente e sem futuro

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

DEVANEIO


Pelos buracos do mundo

vejo meu tempo esvair-se!

Vejo a alegria distante,

pois, partiu com a juventude.

E, os amores que tive

morreram em álbuns rotos

sem nenhuma reação.


E, se busco uma lembrança

não acho nunca uma imagem.

Encontro só os fantasmas

que assombraram meu passado.

Fantasmas, que estão guardados

nos baús da minha memória

e tentam reviver a história,

que há muito também morreu.


Quando chega o desespero

e a solidão me consome,

vou buscar um sonho imberbe,

que vem do fundo da alma!

Um sonho que me acalma

e afaga-me o coração,

ressuscita a emoção

por tudo que prometeu.


Então, meu céu se alumbra

com as estrelas de teus olhos,

as ondas dos teus cabelos

agitam a nau do meu ser.

Antes, de o sonho perecer

os monstros vão-se embora,

pois sabem, chegou a hora,

da alegria renascer.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

OLHAR.

Meus olhos são passarinhos

que não cansam de voar,

mas quando buscam um ninho

sempre pousam no teu olhar.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

SONHO.

Se o seu sonho é pequeno,
pequenino serás também.
Porém, se o desejo é pleno,
não serás menor que ninguém.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

XI CANTO DO IBICUÍ 2011 - MANOEL VIANA RS

Estivemos nos dias 03, 04, 05 e 06 de Fevereiro, participando do "XI Canto do Ibicuí", festival de barranca realizado em Manoel Viana - RS, sob a competente coordenação do Dr. Flávio Saldanha e Dr. Paulo Nogueira, e na companhia de amigos muito caros de toda parte do Estado.
Tivemos de novo a chance de participar do concurso de poesias, onde logramos êxito em nos sagrar bicampeão dessa modalidade com a obra "Temporal de remorsos", na brilhante interpretação de Franco Ferreira, aliás o que não trata-se de nenhuma novidade o desempenho desse irmão de versos.


Franco Ferreira, emocionando o público com a sua excepcional interpretação.


Eu e Franco recebendo a premiação das mãos de Moacir D'Ávila Severo e do Dr. Flávio Saldanha.


Agradecendo à todos os amigos e artistas que estiveram lá prestigiando o evento!


No recanto do Ibicuí, convencionou-se dividir o acampamento em bairros, onde acomodam-se todos aqueles que são da mesma cidade e que partilham das mesmas afinidades, sendo que o nosso bairro é o ultimo do itinerário, o mais afastado da entrada do acampamento, e talvez por isso foi chamado de "Cidade Baixa". Pois, pelo segundo ano consecutivo, este conglomerado, deixa o evento com mais da metade dos prêmios oferecidos.
Este ano de 2011, amealhamos oito das onze premiações possíveis, portanto um desempenho considerável para nosso bairro, o que nos enche de orgulho.

sábado, 29 de janeiro de 2011

REGRESSO

Tão frágil te vi chegar,

e tão segura te vi partir!

Não sei aonde querias ir,

nem sei onde irias morar.

Tão frágil fiquei a te olhar,

na ânsia vã do teu abraço;

agora, coração em pedaços,

venho humilde te pedir perdão,

pois, o meu egoísmo e a solidão

estão felizes com teu fracasso.