MOMENTO DE REFLEXÃO!

Não faça nada daquilo que possas te arrepender, pois, se o arrependimento vier não terás o que fazer

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

CANTOS DA ALDEIA.

No final do mes de Novembro, durante a realização da Feira do Livro de Uruguaiana, a Academia Uruguaianense de Letras fez o lançamento da coletânea de contos e poesias "Cantos da Aldeia", trabalho este que teve a finalidade de promover obras de autores locais, ao qual tivemos o prazer de colaborar com dois trabalhos nossos premiados em concursos. O conto "Do lado de cima" agraciado com o 2º lugar no 3º Concurso ELBA de Narrativas curtas, e o causo de pescador "O Baio Dourado", que foi premiado com o 1º Lugar no Festival do Rio Uruguai em 2007.
Estiveram também participando dessa coletânea os acadêmicos: Carlos Fonttes, Daniel Fanti, Fernando Pereira da Silva Fº, Gelsa Soares Verdum, Gennaro Alfano, Jacy Ramirez Victorino, Luiz Machado Stabile, Ricardo Pereira Duarte, Tukano Neto, Vidal Faria Ferreira, e como estreantes, José Alberto de Souza Leal, Jorge Claudemir Soares e Márcio Estamado Rodrigues.

domingo, 19 de dezembro de 2010

O VÔO DO BEIJA-FLOR.

Um dia, de longe, um beija-flor voou.

Veio lépido pairar sobre o meu jardim.

Voejou e beijou, a se mostrar pra mim;

na verdade, ele não pousou! Só enganou.


Pensei-lhe inebriado, na beleza do jasmim.

Mas, enganei-me! Pois, jamais se encantou.

E, quando meu êxtase, afinal se dissipou,

De novo, foi pra longe, “fazer um novo fim”.


Beija-flor de mil cores, porque não pousas?

Porque não amenizas a lepidez do teu voar?

E satisfaz a ânsia dos que não te alcançam?


Se tu queres flor pra beijar, porque não ousas?

Porque não pousas no jasmim a te esperar?

Ou, só iludes as flores que por ti se encantam?

sábado, 13 de novembro de 2010

OS TRÊS JOÃOS - XIII PEALO DA POESIA CAMPEIRA


Grande interpretação de Franco Ferreira, amadrinhado por Daniel Canis, que fez o nosso trabalho campeão da linha campeira no XIII PEALO DA POESIA CAMPEIRA DE ALEGRETE.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

XIII RODEIO ARTÍSTICO E CULTURAL DO PQT. SARAQUÁ.



Nos dias 06 e 07 de Novembro de 2010, estivemos envolvidos nas disputas por premiação no XIII Rodeio Artístico e Cultural do Piquete Saraquá, entidade esta afilhada da ABAMF- Uruguaiana. Fomos agraciados com a premiação de 2º LUGAR na modalidade de Declamação Adulto-MTG, e nos sagramos TRICAMPEÕES na modalidade REDAÇÃO ADULTO-MTG. Destacamos aqui, o grande número de pessoas e entidades concorrendo nas diversas modalidades que foram colocadas a disposição dos artistas. Muito obrigado aos organizadores desse tipo de evento, pois isso só faz reativar no íntimo de todos nós, o gosto pelas coisas do nosso chão.


sábado, 6 de novembro de 2010

PRELÚDIO A UM CAMPO MORTO - Uruguaiana


Nosso trabalho, defendido por Franco Ferreira e Daniel Canes na Sesmaria da Poesia Gaúcha - 13ª Quadra - 2009 - Osório RS

sábado, 30 de outubro de 2010

RESULTADO IV BARRA EM CANTO!

Mesa julgadora do IV Barra em Canto 2010.
Rogério Blanco Neto (fora da foto), Jorge C. Soares, Moacir Dávila Severo, Jaime Ribeiro e Clademir Soares.

Nos dias 22, 23 e 24 de Outubro de 2010, estivemos na Barra do Quaraí fazendo parte da comissão que escolheu as vencedoras do VI Barra em Canto, festival este que faz parte das comemorações do aniversário de emancipação daquele município. Devemos salientar que foi de extrema dificuldade a escolha, devido ao alto nível com que nos deparamos entre as dezoito músicas concorrentes. O resultado final, foi este:

1º Lugar- Música: Cantiga para La Negra.
Letra de Jorge Nicola Prado e Adair Philipssen
Música de Flávio Sartori
Intérprete Adam César

2º Lugar- Música: Três Bandeiras
Letra de Hermeto Silva
Música de Luis Felipe Delgado
Intérprete Luis Felipe Delgado

3º Lugar- Música: De Las Criollas de Allá
Letra de João Sampaio e Diego Muller
Música de Marcelinho de Carvalho
Intérprete Victor Salgueiro

Música mais popular: Quando Meu Coração Faz as Malas
Letra de João Albino da Rosa
Música de Germano Camargo
Intérprete João Walter

Melhor Intérprete: Francisco Oliveira da música Vivendo e
Aprendendo

Melhor Instrumentista: Thiaguinho Quadros da Gaita Botonera da
música De Las Criollas de Allá.


domingo, 10 de outubro de 2010

IV BARRA EM CANTO



Mesa de triagem do IV Barra em Canto.

Estivemos na sexta feira, dia 08/10, reunidos no município de Barra do Quaraí para a realização da escolha das músicas que subirão ao palco nos dias 22 e 23 de Outubro, no IV Barra em Canto, festival de músicas nativas realizado em homenagem as comemorações do aniversário de emancipação daquele município. Destacamos o elevado nível das composições inscritas na fase de seleção, o que veio a causar dificuldades a comissão para a escolha das dezoito composições que estarão sendo apresentadas. A referida comissão foi formada por Jaime Ribeiro, Moacir D'ávila Severo, Clademir Soares (Bimbo), Rogério Blanco Neto e este peão do Rio Grande. Foram classificadas as seguintes composições:

Fase Local:

01 – Inclemência do tempo.

L: Claudionir Araújo Bastos M: Alexandre Scherer


02 – Quando o coração faz as malas.

L: João Albino da Rosa M: Germano M. Camargo


Suplente:

01 - Campeando um mundo melhor.

L: Claudionir Araújo Bastos M: Cleber Soares


Fase Geral:

1 – Cantiga para “La Negra”.

L: Jorge Nicola Prado/Adair Philipsen M: Flávio Campos Sartori


2 – Três Bandeiras.

L: Hermeto Silva M: Luis Felipe Delgado


3 – Quartos de lua e solidão.

L/M: Marcelo P. De Carvalho/Marcelo Coelho


4 – Vanera no amanhã.

L/M: Gerson Silva de Souza


5 – Ao derramar de um poema.

L: Mário Amaral M: Diogo Mattos e Alison Martins.


6 – Lidando co'a cavalhada.

L: Paulo Ricardo M: Edson Vargas


7 – Poncho Preto.

L: Eduardo M. Marques M: Halber Lopes


8 – Galpão de estância.

L: Flávio Saldanha M: Henrique Salgueiro


9 – De las “criollas de allá”.

L: João Sampaio e Diego Muller M: Marcelinho de Carvalho


10 – Mil vozes gritam por dentro.

L: Armando Vasques M: Ricardo Carús


11 – Carretas de puro cerne.

L: Juan Daniel Isernhagen M: Lucas Mendes


12 – Vivendo e aprendendo.

L: Fonso Jacques/Sílvio Genro M: Sabani Felipe de Souza


13 – Costeiro de uma saudade.

L: Armando Vasques M: Jander Fagundes


14 – Romance do Refugado.

L/M: Luis Felipe Delgado


15 – Em mi cantar de paisano.

L: Martin Gonçalvez M: Miguel Diaz


16 – Sina das Almas.

L: Caine Garcia M: Zulmar Benites


Suplentes:

01 – Prenúncio de um tempo novo.

L: Paulo R. Costa e João Ari Ferreira M: Halber Lopes


02 – Quando a fé brota da terra.

L: Rômulo Chaves M: Ataualpa Maicá/Vinícius Urbano


03 – Romance mal escrito.

L: Mário Amaral M: Diogo Mattos

sábado, 18 de setembro de 2010

2º CANDEEIRO DA POESIA E DA CANÇÃO.

O símbolo do festival: Candeeiro!
Passamos ao evento: no último dia 16/09, estivemos integrando a lista de poetas e compositores que fizeram o 2º Candeeiro da Poesia e da Canção, evento este promovido pelo Centro de Tradições Gaúchas Sinuelo do Pago, aqui em Uruguaiana, onde participamos com uma poesia em parceria com o grande músico, compositor e radialista Jaime Ribeiro, e que foi defendida no palco por Douglas Neves, este declamador lá de Santa Vitória do Palmar que está arranchado por aqui, na Fronteira Oeste. Destacamos aí, a grande performance deste guri, que já possui premiação no Enart como declamador e se constitui numa grata surpresa pra gente que ainda não o conhecia. A obra: "Quando me afeito" ficou com o 2º Lugar do festival, e o Douglas com o 2º lugar na declamação. A todos, gracias.


Douglas Neves, no palco: brilhante!

Premiação do 2º Lugar declamação, representamos o Douglas.


E aí o troféu pelo 2º Lugar Poesia.









QUANDO ME AFEITO

O fio da navalha acaricia minha face,
os olhos se fascinam com o brilho do aço,
um outro me olha de dentro do espelho,
copia meu gesto, imita o que eu faço.

Os gestos inversos, e olhares se cruzam,
e então me dou conta, que eu sou assim,
perguntas ocultas me afloram da mente.
Será que há uma alma que habita em mim?

Vislumbro o reflexo do aço no aço,
e busco curioso tentar entender;
saio de mim e viajo ao espaço
lá onde se esconde o divino saber.

Enquanto me vejo no aço do espelho,
e a navalha me fere a face judiada,
revejo meu pai me dando conselhos,
que perdi pela vida e não guardei nada.

Depois que aos poucos a face se renova,
e um novo homem, renasce do espelho,
enxergo o novo brotando do velho,
e vejo meu filho no rosto vermelho.

E o filho que eu vejo quando me afeito?
Será minha alma refletida no aço?
Então, entendo que Deus é perfeito,
a imagem é o futuro ocupando espaço.

A lógica do aço é sempre coerente:
primeiro o passado na face judiada;
depois o espelho imita o presente
e o novo renasce na face barbeada.

E quando me afeito, me sinto contente,
pois, sei que o tempo não vai me vencer,
enquanto definha o meu ascendente,
é o meu descendente que torna a nascer.

E quando me afeito, aprendo a lição
que a vida é ligeira, e é fio de navalha,
enquanto eu tento cumprir minha missão,
o tempo me foge, escapa e não falha.

O aço do espelho me mostra a verdade,
que ontem fui filho, mas hoje sou pai,
e o fio da navalha, que corta o antigo,
recria o novo, pois o velho se vai.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

OLHOS DE LUA.

Se teus olhos se disfarçam de lua
pra vir mirar-se em minhas aguadas,
rebusco ânsias que também são tuas
pra cumprirmos juntos a nossa jornada.

O dia em que descobrir teus segredos,
nossas distâncias não mais existirão;
teus olhos de lua pousarão sem medos
na calma aguada do meu coração.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

13ª CASILHA DA CANÇÃO FARRAPA.

Na manhã desta quinta-feira, a Secretaria de Esporte, Cultura e Lazer divulgou as músicas classificadas para a 13ª edição da Casilha da Canção Farrapa – tradicional festival da música gaúcha em que os grupos participantes cantam o dia a dia do homem do campo e a histórica Revolução Farroupilha –, que acontece nos próximos dias 27, 28 e 29, no Teatro Prezewodowski.
Na Temática Farroupilha, foram 36 canções inscritas. Já na Nativista Campeira, 46. Conforme prevê o regulamento, 16 músicas (oito de cada linha) foram classificadas para o evento depois de passar por triagem, sendo que dez (cinco de cada linha) se qualificam para a final. Os jurados são Ataídes Assis (Itaqui), Cristiano Quevedo (Porto Alegre) e Matheus Leal (Santa Maria). O ingresso é 1 kg de alimento não perecível. O show de encerramento ficará por conta de Cristiano Quevedo.
Premiação
Na Temática Farroupilha, a premiação é a seguinte: 1º lugar (R$ 1,7 mil e troféu), 2º lugar (R$ 700,00 e troféu) e 3º lugar (R$ 500,00 e troféu). Já na Nativista Campeira, os vencedores ganharão: 1º lugar (R$ 1,2 mil e troféu), 2º lugar (R$ 600,00 e troféu) e 3º lugar (R$ 400,00 e troféu). A melhor composição sobre o tema será premiada com R$ 400,00 e troféu, a música mais popular com R$ 300,00 e troféu e o melhor intérprete com R$ 300,00 e troféu. Cabe ressaltar que todas as composições classificadas, por terem alcançado tal feito, receberão ajuda de custo de R$ 200,00. Confira abaixo as 16 músicas qualificadas para esta 13ª edição.
Dia 27 (Linha Nativista Campeira)
1-) Música: Na Paz de Cada Rincão
Ritmo: Chote
Autores da letra: Paulo César Rigui, João Manuel Sasso e Vanir João Maschi
Autor da música: Clóvis Mendes
Intérprete: Clóvis Mendes
Cidade: Passo Fundo-RS
2-) Música: Mãos
Ritmo: Canção
Autor da letra: Valtair Behling
Autores da música: João Quintana Vieira, Vani Vieira e Maurício Soares
Grupo: Parceria
Cidade: Itaqui-RS
3-) Música: De Cepa Guapa
Ritmo: Chamamé
Autor da letra: Jorge Claudemir Soares
Autor da música: Alexandre Scherer
Cidade: Uruguaiana-RS
4-) Música: Mundão Virtual
Ritmo: Chamarra
Autor da letra: Armando Vasques e Sérgio Gomes (O Xucro)
Autor da música: Sérgio Gomes (O Xucro)
Intérpretes: Sérgio Gomes e Grupo
Cidade: Uruguaiana-RS
5-) Música: Pra Mim Hastear de Bandeira
Ritmo: Milonga
Autor da letra: João Sampaio e Odenir dos Santos
Autor da música: Adão Quintana Vieira
Cidade: Uruguaiana-RS
6-) Música: Ausência, Penas e Pealos
Ritmo: Milonga
Autor da letra: Alex Quevedo Camargo
Autor da música: Afonso Falcão
Intérprete: Afonso Falcão
Cidade: Uruguaiana-RS
7-) Música: De Alma e Vento
Ritmo: Milonga
Autor da letra: Adão Malmaceda Martins
Autores da música: Antenor João Calegaro e Adriano Pereira Mendes
Cidade: Itaqui-RS
8-) Música: Depois do Último Trem
Ritmo: Milonga
Autores da letra: João Ari Ferreira e Luzardo Friggi
Autor da Música: Piero Ereno
Intérprete: Eraci Rocha
Cidade: Jaguari
Dia 28 (Linha Temática Farroupilha)
1-) Música: Boticário
Ritmo: Milonga
Autor da letra: Jucelino Viçosa
Autor da música: Rodrigo Oliveira
Intérprete: Rodriguinho Oliveira
Cidade: Itaqui
2-) Música: Surpresa ou Traição de Porongos
Ritmo: Milonga
Autor da letra: Odenir dos Santos
Autor da música: Chiquinho Dany
Intérprete: Chiquinho Dany
Grupo: Raça Caudilha
Cidade: Itaqui-RS
3-) Música: Estrangeiros
Ritmo: Toada
Autores da letra: Paulo César Limas e Fermino Escobar
Autor da música: Fermino Escobar
Intérprete: Fermino Escobar
Grupo: Comparsa
Cidade: Itaqui-RS
4-) Música: Um Combate em Forquilhas
Ritmo: Polca
Autores da letra: Fábio Daniel Costa e Trindade Silva
Autor da música: Jean Kirchoff
Intérprete: Jean Kirchoff
Cidade: Itaqui-RS
5-) Música: Negro Farrapo Lanceiro
Ritmo: Chamamé
Autores da letra: João Sampaio e Odenir dos Santos
Autor da música: Adão Quintana Vieira
Cidades: Itaqui-RS e Uruguaiana-RS
6-) Música: Combate no Passo de Santa Vitória
Ritmo: Chacarera
Autores da letra: Valtair Behling e Cristiano Behling
Autores da música: João Quintana Vieira, Vani Vieira e Maurício Soares
Grupo: Parceria
Cidade: Itaqui-RS
7-) Música: Tropeiro Farroupilha
Ritmo: Milonga
Autor da letra: Júlio Lermen
Autores da música: Júlio Lermen e Lucas Grassi
Intérprete: Rafael Kulmann
Grupo: Pampa y Guitarra
Cidade: Itaqui-RS
8-) Música: A tomada de Porto Alegre
Ritmo: Zamba
Autor da letra: Fábio Daniel Costa
Autor da música: Jean Kirchoff
Intérprete: Jean Kirchoff
Cidade: Itaqui-RS
Fonte: Ascom PMI
Foto: Arquivo/Ascom PMI

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

BEIJA-FLOR.

Beija-flor, de muitas cores
por que me foges assim?
Tu sempre escapas de mim
se venho admirar tuas flores.

Quando pairas no meu jardim
tu espairece as minhas dores
traz de volta os meus amores
e não deixas que tenham fim.

Vem beija-flor me dá teu beijo
vem saciar os meus desejos,
e nunca mais me abandona.

Vem oscular a minha boca
porque a razão é meio louca
quando a alma se apaixona
.

domingo, 25 de julho de 2010

DESENCONTRO.

Onde estavas tu?
Quando meus cristais se partiram;
Quando nas madrugadas molhadas,
meus passos ecoaram nas calçadas
na busca frenética por paixão.

Onde estivestes tu?
Quando meu coração,
afogou mágoas em fel,
na mesa de um bordel.

Onde estavas tu?
Enquanto a juventude
fugia-me entre dedos,
e eu buscava na orgia
algo que fosse magia
para esconder meus segredos.

Onde estava ... eu?
Quando surgistes radiante,
como uma estrela brilhante
na noite quente do Verão.
E agora? De que me adianta?
Não tenho mais energia,
não tenho mais a alegria
dos meus tempos de antes.

Tudo saiu errado!
O tempo, o meio e o espaço.
Do lodo onde afundei
brotastes exuberante.
Como o lírio que extrai
beleza e perfume
do pântano mal-cheiroso,
tu fizestes das minhas mazelas
as tuas iluminadas passarelas.
Depois, desfilastes ignorando-me,
pois não sou digno da tua luz,
e o que resta-me é a cruz
do malfadado desencontro.

sábado, 10 de julho de 2010

OS TRES JOÃOS.


Franco Ferreira e Daniel Cannes, deram vida ao trabalho da gente! Gracias irmãos.

Os três joãos.
I
Eram três “Joãos” diferentes.
Três destinos amarrados,
embora, sendo afastados
pelas convenções sociais.
Laços de honra e morais
prendiam as suas vivências;
eram herdeiros da querência,
e, não a deixariam jamais.
II
“João Ninguém” era andejo,
que vagava pelo brete,
conhecia bem os macetes
de enganar a sua miséria;
vivia a fazer pilhérias
da sua sina aragana.
Ria da existência insana,
e de não ter ambição séria.
III
“João Alguém” o média-classe
se ajustou como empregado,
era sempre comandado
e tinha pouca opinião;
sua meta era um galpão,
e um churrasco no braseiro,
Trabalhava o dia inteiro
pra enriquecer o patrão.
IV
O ricaço, “João Tabém”,
este sim, era entojado;
andava sempre bem pilchado
e a guaiaca com dinheiro.
Metia-se em entreveiros,
só pra gastar “a la farta”,
ou para arriscar nas cartas
o lucro do ano inteiro.
V
Na grande e falada estância,
não entrava “João Ninguém”.
Tinha ordem pro “Alguém”,
expulsá-lo da porteira.
Que fosse pra carreteira
viver de chuva e de vento;
que tirasse seu sustento
da caridade breteira.
VI
Quando o sul faz cara feia
e a necessidade aperta,
é sempre porteira aberta
por onde passa a fome,
se vai a moral de um homem
quando o couro sente frio,
e a barriga entra em cio
quando a boca nunca come.
VII
“João Ninguém” fez uma bobagem
quando o pavor desceu pra faca,
laçou e carneou uma vaca
do plantel do “João Tabém”.
Nunca pensou que o “Alguém”
rondasse a volta do mato,
e usasse um “Quarenta e quatro”
para abatê-lo também.
VIII
A tragédia estava armada,
pois, morreu o “João Ninguém”.
A prisão do “João Alguém”,
foi apenas consequência.
Sumiram dois joãos da querência
por falta de sensatez,
o que cada homem fez
foi buscar sobrevivência.
IX
Se o avarento ajustasse
o “Ninguém” de peão campeiro,
talvez, dobrasse o dinheiro
que trazia na guaiaca,
desgraça que rico ataca
entre os pobres não se cria,
e o “Ninguém” nunca seria
andejo e ladrão de vaca.
X
A ganância, cria o monstro
e faz o mal perpetuar,
o estancieiro, só fez negar
uma chance ao teatino,
selando assim, o destino
de dois terços da querência
sem exame de consciência
ou do ensinamento divino.
XI
Que chance teve o Ninguém,
de escolher o seu caminho?
Pois, deixaram-lhe sozinho
sem direito, e sem a lida.
Negaram-lhe casa, comida,
o respeito e a hospitalidade,
que um cidadão de verdade
reponta por essa vida.
XII
João Alguém foi recolhido
por vender o seu trabalho,
era apenas um espantalho
a serviço do estancieiro.
O Tabém foi o primeiro
a negar-lhe uma ajuda,
se a sorte do jogo muda
se afasta até o coimeiro.
XIII
Comparando duas eras:
da miséria e da escravidão;
onde o pobre é sem galpão,
não tem bóia ou dignidade,
que os escravos na verdade
tinham feijão e senzala.
O “Ninguém” ganhou só bala,
por paga da sociedade.
XIV
Desde o princípio do mundo
que as coisas dão-se assim,
não se acha nunca o fim
do caminho da ganância
e em qualquer circunstância
quem domina é o joão nobre,
e obedece o peão pobre
porque precisa da estância.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

XII PEALO DA POESIA CAMPEIRA DO ALEGRETE.




A elite gaúcha da poesia esteve reunida em Alegrete-RS, neste dia 03/07/2010, para a realização de mais uma edição do bem sucedido festival "Pealo da Poesia Campeira de Alegrete". Em noite agradável e sob entusiásticos aplausos dos presentes passaram pelo palco alegretense os melhores poetas, declamadores, amadrinhadores e amantes desta arte essencialmente gaúcha, para mostrarem os seus trabalhos e receberem as notas da comissão julgadora. O que fica de ensinamento é que a arte da declamação não morre nunca, pois ao ver-se alguns dos melhores e mais experimentados artistas gaúchos apenas na assistência do festival,viu-se também, novos valores chegando com méritos para honrar o dom de interpretação dos versos de um poeta.
Felizmente, Deus nos deu a graça de estarmos presente, convivendo e aprendendo com todos esses mestres dos versos xucros. Os resultados do festival estão aqui:

LINHA CAMPEIRA:
1. Os Três Joãos – de Jorge Claudemir Soares
Intérprete: Franco Ferreira Amadrinhador: Daniel Cannes
2. Pra Quem Cruza a Estrada – de Volmir Coelho
Intérprete: José Claudio Pereira Amadrinhador: Claudio Silveira.

LINHA PROJEÇÃO RIOGRANDENSE:
1. Trindade – de Bianca Bergmann
Intérp: Luciano Salerno Amadrinhador: Geraldo Trindade
2. O General – de Carlos Omar Villela Gomes e Túlio Urach
Intérp: Liliana Cardoso Amadrinhador: Geraldo Trindade

LINHA CAMPEIRA CASEIRA:
1. Reflexão – de Moacir D’Avila Severo
Intérp: Guilherme M. Ferreira Amadrinhador: Daniel Cannes
2. Retrato Abstrato da Querência – de Neiton Bittencourt Perufo
Intérp: Cristiano Ferreira Amadrinhador: João Batista de Oliveira

INTERPRETE:
1º - ROMEU WEBER – De Emalar o Destino, Encilhar a Vida e Cerrar Esporas – de Cristiano Ferreira Pereira.
2º - LILIANA CARDOSO - O General – de Carlos Omar Villela Gomes e Túlio Urach

AMADRINHADOR:
1º - GERALDO TRINDADE - Trindade – de Bianca Bergmann




domingo, 13 de junho de 2010

PEALO DA POESIA CAMPEIRA DO ALEGRETE.

LINHA CAMPEIRA:

Os Três Joãos – de Jorge Claudemir Soares
Quando o Coração Toma as Rédeas – de Ibani Jorge Bicca
Pra Quem Cruza a Estrada – de Volmir Coelho
Vaqueanos de Tropa e Tempo – de Gilberto Trindade dos Anjos
De Emalar o Destino, Encilhar a Vida e Cerrar Esporas – de Cristiano Ferreira Pereira
SUPLENTES:

Diferenças – de José Vilmar Pereira de Medeiros
Pelas Frestas da Infância – de Zeca Alves




LINHA PROJEÇÃO RIOGRANDENSE:

Trindade – de Bianca Bergmann
O General – de Carlos Omar Villela Gomes e Túlio Urach
Crucificado – de Carlos Omar Villela Gomes
Um Dia Bom Pra se Morrer – de Francisco Rolof
Quando a Loucura Vem Matear Comigo – de Bianca Bergmann
SUPLENTES:

Negro Destino – de Jorge Claudemir Soares
Visagens na Tarde Gris – de Luciano Salerno




LINHA CAMPEIRA CASEIRA:

Reflexão – de Moacir D’Avila Severo
Para Ser Bueno – de Nadilio Soares de Souza
Jogo de Truco – de Edson Trindade dos Anjos
Retrato Abstrato da Querência – de Neiton Bittencourt Perufo
Profissão Alambrador – de Nadilio Soares de Souza
SUPLENTES:

Cacimba de meus Anseios – de Delci Trindade dos Anjos
Fogão Galponeiro – de Jesus Alberto de Souza Vieira

ESTATUTO DE POETA.

ESTATUTO DE POETA
Primeiro Rascunho Para um Esboço de Projeto Amplo, Total e Irrestrito
Silas Corrêa Leite

Artigo Um - Todo Poeta tem direito de ser feliz para sempre, mesmo além do para sempre ou quando eventualmente o “para sempre” tenha algum fim.

Artigo Dois - Todo Poeta poderá dividir sua loucura, paixão e sensibilidade com mil amores, pois a todos amará com o mesmo prelúdio nos olhos, algumas asas nas algibeiras e muitas cítaras encantadas na alma, ainda assim, sem lenço e sem documento.

Parágrafo Único - Nenhum Poeta poderá ser traído, a não ser para que a ex-Musa seja infeliz para todo o resto dos dias que lhe caibam na tábua de carne desse Planeta Água.

Artigo Três - Nenhum Poeta padecerá de fome, de tristeza ou de solidão, até porque a tristeza é a identidade do Poeta, a solidão a sua Pátria, sendo que, a fome pode muito bem ser substituída por rifle ou cianureto. E depois, um poeta não precisa de solidão para ser sozinho. É sozinho de si mesmo, pela própria natureza, com seus encantários, mundo-sombra e baladas de incêndio.

Artigo Quatro - A Mãe do Poeta será o magno santuário terreal de seus dias de lutas e sonhos contra moinhos e erranças de gracezas e iluminuras.
Filho de Poeta será como caule ao vento, cálice de liturgia, enchente em rio: deverá adaptar-se ao Pai chamado de louco por falta de lucidez de comuns mortais ou velado elogio em inveja espúria.

Artigo Quinto - Nenhum Poeta será maior que seu país, mas nenhuma fronteira ou divisa haverá para o Poeta, pois sua bandeira será a justiça social, pão, vinho, maná, leite e mel, além de pétalas e salmos aos que passaram em brancas nuvens pela vida. E depois, uns são, uns não, uns vão, uns hão, uns grão, uns drão – e ainda existem outros.

Artigo Sexto - A todo Poeta será dado pão, cerveja, amante e paixão impossível, o que naturalmente o sustentará mental e fisiologicamente em tempos tenebrosos ou de vacas magras, de muito ouro e pouco pão.

Artigo Sétimo - Nenhum Poeta será preso, pois sempre existirá, se defenderá e escreverá em legítima defesa da honra da Legião Estrangeira do Abandono, à qual sabe pertencer, com seu butim de acontecências, ou seu não-lugar de, criando, ser, estar, permanecer, feito uma letargia, um onirismo.

Artigo Oitavo - A infinital solidão do espaço sempre atrairá os Poetas.

Artigo Nono - Caso o Poeta viaje fora do combinado, tome licor de ausência ou vá morar no sol, nunca será pranteado o suficiente, nem lhe colocarão tulipas de néon, dálias aurorais, estrelícias de leite ou dente-de-leão sob o corpo que combateu o bom combate. Será servido às carpideiras, amigos, parentes, anjonautas e guardiões, vinho de boa safra por atacado, mais bolinhos de arroz, pão de minuto e cuque de fubá salgado.

Artigo Décimo - Poeta não precisará mais do que o radar de seus olhos, as suas mãos de artesão sensorial no traquejo do cinzel interior, criativo, sua aura abençoada e seu halo com tintas de luz para despojar polimentos íntimos em verso e prosa, como pertencimentos, questionários e renúncias.

Artigo Décimo-Primeiro - Poeta poderá andar vestido como quiser, lutar contra as misérias e mentiras do cotidiano (riquezas impunes, lucros injustos), sempre buscando pela paz social, ou ainda mamando na utopia de uma justiça plural-comunitária. Quem gosta de revolução de boteco é janota boçal metido a erudição alcoólica e pseudo-intelectual seboso e burguês. Poeta gosta mesmo de humanismo de resultados. De pegar no breu. A luta continua!

Artigo Décimo-Segundo - Poeta pode ser Professor, Torneiro-Mecânico, Operário, Jardineiro, Fabricante de Bonecas, Vigia-Noturno, Engolidor de Fogo, Entregador de Raposas, Dono de Bar ou Encantador de Freiras Indecisas. Poeta só não poderá ser passional, insensível, frio ou interesseiro. Ao poeta cabe apenas o favo de Criar. O poeta escreve torto por linhas tortas (um gauche), poesilhas (poesia rueira e descalça) e ficção-angústia. Escreve (despoja-se) para não ficar louco...para livrar do que sente. O Poeta, afinal, é um “Sentidor”

Artigo Décimo-Terceiro - Se algum Poeta for acusado levianamente de alguma eventual infração ou crime, a dúvida o livrará. E se o Poeta dizer-se inocente isso superará palavras acima de todos e sua fala será sentença e lei. A ótica do Poeta está acima de qualquer suspeita, e ele sempre é de per-si mesmo o local do crime da viagem de existir. Mas pode colaborar com as autoridades, cometendo um crime perfeito. Afinal, só os imbecis são felizes.

Parágrafo Único - Poeta não erra. Refaz percursos. Poeta não mente. Inventa o inexistente, traduz o impossível, delata o devir. Poeta não morre. Estréia no céu.

Artigo Décimo-Quarto: Aos Poetas serão abertas todas as portas, até as invisíveis aos olhos vesgos e comuns dos mortais anônimos, serão abertos todos os olhos, todas as almas, todos os caminhos, todas as chamas, todos os cântaros de lágrimas e desejos, todos os segredos dessa dimensão ou fora dela, num desespelho de matizes.

Artigo Décimo-Quinto: A primeira flor da primeira aurora de cada dia novo, será declarada de propriedade do Poeta da rua, do bairro, do país ou de qualquer próximo Poeta a confeitar como louco, como ermitão ou pioneiro, de vanguarda. Em caso de naufrágio ou incêndio, poetas e grávidas primeiro.

Artigo Décimo-Sexto - Não existe Poeta moderno, clássico, quadrado, matemático como pelotão de isolamento, ou só aleijado por dentro, pois as flores e os rios não nascem nunca iguais aos outros, sósias, nem os poemas são tijolos formais. Nenhum Poeta poderá produzir só por estética, rima ou lucro fóssil. Poesia não é para ser vendida, mas para ser dada de graça. Um troco, um soneto, uma gorjeta, um haikai, um fiado pago, uns versos brancos, um salário do pecado, um mantra-banzo-blues. E todo alumbramento é uma meia viagem pra Pasárgada.
Poeta é tudo a mesma coisa, com maior ou menor grau de sofrimento e lições de sabedoria dessas sofrências, portanto, com carga maior ou menor de visão, lucidez, sensoriedade canalizada entre o emocional e o racional, de acordo com a sua bagagem, seu vivenciar, seu prisma existencialista de bon vivant. Poeta há entre os que pensam e os que pensam que pensam. Entre os que são e os que pensam que são. A todos é dado a estrada de tijolos amarelos para a empreita de uma caminhada que o madurará paulatinamente. Ou não. Todo poeta é aprendiz de si mesmo, em busca de uma pegada íntima, e escreve para oxigenar a alma. Afinal, são todos sementes, e sabem que precisam ser flores e frutos, para recriarem, para sempre, a eterna primavera.
Todo aquele que se disser Poeta, assim o será, ou assim haverá de ser.

Parágrafo Um - O verdadeiro Poeta não acredita em Arte que não seja Libertação. Saravá, Manuel Bandeira!

Parágrafo Dois - Poeta bebe porque é líquido. Se fosse sólido comia.

Parágrafo Três - Poeta é como a cana. Mesmo cortado, ralado, amassado, ao ser posto na moenda dos dias, ainda assim tem que dar açúcar-poesia.

Inciso Um - Poeta também bebe para tornar as pessoas mais interessantes.

Parágrafo quatro - Poeta não viaja. Poeta bebe. E todo Poeta sabe, que o fígado faz mal à bebida.

Artigo Décimo-Sétimo - Poeta terá que ser rueiro como pétala de cristal sacro, frequentador de barzinhos como anjo notívago, freguês de saunas mistas como recolhedor de essências, plantador de trigais amarelos como iluminador de cenários, cevador de canteiros entre casebres de bosquíanos, entre o arado e a estrela, um arauto pós-moderno como declamador de salmos contemporâneos entre extraterrestres.

Parágrafo Único - Poeta rico deverá ainda mais amar o próximo como se a si mesmo, ajudando os fracos e oprimidos, os Sem Terra, Sem Teto, Sem Amor, para então se restar bem-aventurado e poder escrever cânticos sobre a condição humana no livro da vida. Poeta é antena da época. E o neoholocausto do liberalismo globalizador é o câncer que ergue e destrói coisas belas.

Artigo Décimo-Oitavo - A todo Poeta andarilho e peregrino como Cristo, São Francisco ou Gandhi, será dado seu quinhão de afeto, sua porção de Lar, seu travesseiro de pétalas de luz. Quem negar candeia, azeite e abrigo ao Poeta, nunca terá paz por séculos de gerações seguintes abandonadas entre o abismo e a ponte para a Terra do Nunca. Quem abrigar um Poeta, ganhará mais um anjo-da-guarda no coração do clã que então será abençoado até os fins dos tempos.

Parágrafo único - O sábio discute sabedoria com um outro sábio. Com um humilde o sábio aprende.

Artigo Décimo-Nono - Poeta poderá andar vestido como quiser, com chapéus de nuvens, pés de estrelas binárias ou mantras de ninhos de borboletas. Nenhum Poeta será criticado por fazer-se de louco pois os loucos herdarão a terra e são enviados dos deuses. “Deus deve amar os loucos/Criou-os tão poucos...” - Um Poeta poderá também andar nu, pois assim viemos e assim nos moldamos ao barro-olaria de nosso eio-Éden chamado Planeta Água. E a estética para o poeta não significa muito, somente o conteúdo é essência infinital.

Artigo Vigésimo - Poeta gosta de luxo também, mas deve lutar por uma paz social, sabendo a real grandeza bela de ser simples como vôo de pássaro, simples como pouso em hangar fantástico, simples como beira de rio ou vão de cerca de tabuínha verde. Só há pureza no simples.

Artigo Vigésimo-Primeiro - Nenhum Poeta, em tempo algum, por qualquer motivo deverá ser convocado para qualquer batalha, luta ou guerra. Mas poderá fazer revoluções sem violência. Poderá também ser solicitado para ser arauto da paz, enfermeiro de varizes da alma ou envernizador de cicatrizes no coração, oferecendo, confidente, um ombro amigo, um abraço de ternura, um adeus escondido feito recolhedor de aprendizados ou visitador de bençãos, ou ser circunstancialmente um rascunhador clandestino de alguma ridícula carta de suicida.

Artigo Vigésimo-Segundo - Mentira para o Poeta significa cruz certa. Aliás, poeta na verdade nunca mente, só inventa verdades tecnicamente inteiras e filosoficamente sistêmicas...

Artigo Vigésimo-Terceiro - Musa-Vítima do Poeta será enfermeira, psicóloga, amante, mulher-bandeira, berço esplêndido, Santa. Terá que ser acima de todas as convenções formais, pau para toda obra. No amor e na dor, na alegria e na tristeza, até num possível pacto de morte.

Artigo Vigésimo-Quarto - Poeta não paga pensão alimentícia. Ou se está com ele ou contra ele. Filha e sobrevivente de uma relação qualquer, ficarão sob sua guarda direta e imediata. Ex-Mulheres serão para sempre águas passadas que não movem moinhos, como velas ao vento de uma Nau Catarineta qualquer, como exercícios de abstrações entre cismas, ou como aprendizados de dezelos íntimos de quem procura calma para se coçar.

Artigo Vigésimo-Quinto - Revogam-se todas as disposições em contrário

CUMPRA-SE - DIVULGUE-SE
Brasil, Cinzas, Lua Cheia – Do jazz nasce a luz!
Poeta Silas Corrêa Leite, Educador e Jornalista – Membro da UBE-União Brasileira de Escritores

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Classificadas do IV Festival de Música Temática do Rio Uruguai.

1. Peazito pescador

Letra- Claudiomir Araújo Bastos

Música- Henrique Salgueiro Schemes

2. Pobre rio

Letra- Silvio Genro

Música- Afonso Falcão

3. Rio de minha infãncia

Letra- Claudiomir Araújo Bastos

Música- Diego Bastos

4. Tio João cruzou o rio

Letra- Jaime Ribeiro

Música- Renato Fagundes


5. Malabruja

Letra- Armando Vasquez

Música- Vaine Vieira

6. Chibeiro

Letra- Jorge Claudemir Soares

Música- Nei Menezes

7. Homens e rios

Letra- Silvio Genro

Música- Miguel Machado da Silveira

8. Pescador

Letra- Jorge Claudemir Soares

Música- Daniel Cannis

9. Cardumes de luzes

Letra- Miguel Machado da Silveira

Música- Miguel Machado da Silveira

10. Cabloquinha do riu

Letra- Silvio Genro

Música- Miguel Machado da Silveira

11. No correr das águas

Letra- Leandro Gomes

Música- Leandro Gomes

12. Costeiro da uma saudade

Letra- Armando Vasquez

Música- Jander Pereira Fagundes

sexta-feira, 2 de abril de 2010

AMOR VIRTUAL.

Até quando,
estaremos escondidos?
Até quando,
amaremos sem nos tocar?
Até quando,
ficaremos recolhidos?
Até quando,
perderemos de amar?

Até quando,
cultivaremos esperanças?
Até quando,
os êxtases virtuais?
Até quando
seremos crianças?
Até quando,
não resistiremos mais?

Até quando,
dos outros seremos?
Até quando
morar de favor?
Até quando,
esquecer o que queremos?
Até quando
matar nosso amor?

quarta-feira, 31 de março de 2010

1º Festival Temático "LA COMPARSA DA CANÇÃO".



Em 26/03/2010, estivemos participando do 1º Festival Temático "LA COMPARSA DA CANÇÃO", festival este que teve a organização do Centro de Treinamento La Comparsa e a coordenação do Músico, locutor e parceiro de jornadas Jaime Ribeiro. O dito evento nasceu com o objeto principal de revelar novos talentos, da música e da poesia, o que para isso poderiam receber a paleteada de um padrinho para dar o suporte. Cada participante foi sorteado com um diferente tema para desenvolver, e tivemos a felicidade de receber juntamente com o jovem músico Eduardo Dedéco, o tema "de linhas e espinhéis" e em cima desse tema fizemos a obra "Avios de solidão". O resultado foi consequência do excepcional trabalho do Dedéco na composição musical e apresentação do trabalho. O resultado foi:

1º Lugar- Gateado - Tema: cavalo - Letra de Armando Vasquez e música de Adão Quintana - Interpretaçao de Eduardo Martins (Foto).

2º Lugar - Avios de Solidão - Letra de Jorge C. Soares e música de Eduardo Dedéco na interpretação do mesmo Dudu Dedéco.

3º Lugar - Pai de fogo - Tema: Idem - Letra de Sérgio Itamar e música de Henrique Salgueiro - Interpretação de Vitor Salgueiro.

Melhor letra temática: Avios de Solidão - Jorge Claudemir Soares.

Música mais popular: Galpão de estância - Flávio Saldanha e Maurício Soares.

Melhor Intérprete: Vitor Salgueiro

Melhor Instrumentista: Vani Viera.

Nosso abraço aqueles que tiveram a árdua tarefa de julgar os trabalhos: Ten. Coronel Miguel Machado, Insp. Arlindo de Almeida Junior, Clademir Soares (Bimbo) e Miguel Villalba.

sábado, 13 de março de 2010

SOLIDÃO.



Solidão... é tê-la, e não poder tocá-la,
ouvir tua súplica e nada poder fazer
gritar por socorro e ninguém ouvir.
É sentir-me perdido numa multidão,
quando o mundo passa apressado.
Mesmo sabendo-me desesperado,
quem se importa com minha solidão?

Solidão... é saber-te tão longe,
quando sentimo-nos tão perto;
saber que planejamos tudo certo,
mas, omitimos as circunstâncias;
A estrada é inimiga do sentimento,
um dia, embora em pensamentos
teremos de vencer nossas distâncias.


Solidão... é ver a bruma da noite escura,
cerrar todas as cortinas pra luz do dia,
e eu em frenesi buscar-te numa máquina,
mas, tua voz, é só o som de uma tecla fria.
Pela janela cibernética do mundo
tento ver-te, em desespero profundo,
e, não estás! Era o que eu mais temia.

Solidão... é renascer para a vida,
contrariando todo um sistema,
e sentir-se um adolescente.
É descobrir um dia, que a gente,
vai unir, e viver a nossa ansiedade,
vencer todas as adversidades
e ter de separar-se novamente.

Solidão...é vencer as horas mortas,
em inútil vigília de quem ronda ânsias
varar madrugadas aqui nesta espera,
e quando vens encher minhas taperas
não consigo ver as nossas verdades,
antes de ires já estou com saudades
pois nossos encontros são só quimeras.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

10º CANTO DO IBICUÍ - Manoel Viana



Nos dias 04,05,06 e 07 de Fevereiro de 2010, tivemos a grata satisfação de fazer parte dessa irmandade que reúne-se todos os anos às margens do Rio Ibicuí, sob a cordenação dos incansáveis Flávio Saldanha e Paulo Nogueira e a hospitalidade deste anfitrião imensurável Elesbão, para fazer música, poesia e desfrutar da bela paisagem do Hotel Fazenda "Recanto do Ibicuí" em Manoel Viana.
Tivemos a sorte de entregar nosso trabalho a um dos maiores declamadores deste estado: Franco Ferreira, que deu vida a nossos versos e fez com que viessemos a receber o prêmio de 1º Lugar na Poesia Inédita.
Muito obrigado a todos os companheiros que fizeram parte dessa festa maravilhosa.







Meu irmão de versos e um dos maiores declamadores deste estado, Franco Ferreira. Deu vida extra ao poema "Negro Destino", o que nos levou ao prêmio de 1º Lugar. Mutchas gracias hermano e que Deus te conserve com esse dom excepcional.


E aí o nosso recanto do acampamento, apelidado de "Quilombo do Nêgo Gê", homenagem singela ao percussionista e grande parceiro Getúlio Rodrigues, que esteve lá também, emprestando o seu talento à ofina artística.
Eis a safra de trofèus colhidos pelo "Quilombo do Nêgo Gê", no 10º Canto do Ibicuí . De 16 troféus possíveis, cinco vieram para Uruguaiana.
Como diria o grande Pirisca: MUTCHAS GRACIAS!!!!!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

PEALO.

Créditos a Julio Dornelles (meu genro, por casualidade), que acertou este pealo no Rodeio do Japeyu 2010.

O PEALO.

É a destreza em confronto

bem na saída do tronco,

homem e boi se mirando.

O boi acha que escapa,

o homem mira nas patas,

e o laço vem derrubando.

- x -

Vira o pampeano de ponta

num pealo de cucharra.

É a tradição que esbarra

em gerações que vem vindo;

é o que existe de mais lindo

pra quem laça só por farra.

- x -

Nos tempos de campo aberto

que o "chimarrão" andava liberto,

o campeiro fez sua história,

com lança, laço e boleadeira,

forjando sua saga guerreira

e guardando pra memória.

- x -

Se um gaúcho solta o laço,

solta junto a sua essência,

honra o nome da querência

e do estado onde nasceu,

leva o orgulho ao apogeu

e mostra a sua competência.

- x -

Quando senta a polvadeira

e calma toda a algazarra,

o Rio Grande desamarra

a história do nosso chão,

e repassa a tradição

num pealo de cucharra.