MOMENTO DE REFLEXÃO!

Não faça nada daquilo que possas te arrepender, pois, se o arrependimento vier não terás o que fazer

domingo, 21 de junho de 2009

A POESIA ALÇA VÔO RUMO AO CÉU!

Nesta noite de 20 de Junho, retirou-se para lugares mais tranquilos e certamente mais inspiradores para um poeta, do que este em que estamos vivendo, o grande poeta uruguaianense Alci Soares Tubino. E como este blog tem o intuito de homenagear a poesia, não poderia furtar-se de comentar a respeito de tão nefasto acontecimento.
- ALCI SOARES TUBINO nasceu em Uruguaiana. Autodidata, pertence a várias instituições culturais da cidade e do pais. Funcionário Municipal aposentado, quando de sua passagem pelo Centro Cultural Dr.Pedro Marini, criou e organizou a Sala do Autor Uruguaianense. Publicou as obras Gonçalves Vianna e seu universo poético(1987). Colaborador de jornais e revistas de nosso Estado, trabalhou como redator de "A Vanguarda" de Uruguaiana e "A Platéia" de Livramento. Fundou e dirigiu o extinto Clube de Artes de Uruguaiana (1982). Durante anos manteve sua coluna poética no jornal Cidade, publicando obras de Poetas Consagrados e de novos talentos. Mantém a coluna Histórias da Vida do Jornal da Tarde da Rádio Charrua AM. Participou da Coletânea Causos e Versos nos Confins do Continente de São Pedro (2006), organizado pela escritora Vera Ione Molina.- (Informações biográficas postadas por Vera Salbego, Escritora e editora da Revista Poética.)
Soares Tubino sempre foi um poeta urbano, mas consegui alguns escritos dele que fala da vida rural, com a qual todos nós sonhamos, somente para poder homenageá-lo:

ASSOMBRAÇÃO
Alcy Soares Tubino

No meio da coxilha, à beira de um açude,
ergue o modesto porte uma tapera imunda,
olhando a vastidão solene que a circunda,
num clima de silêncio e solilóquio rude.

Há quanto tempo assiste, ante a campanha funda,
à vida lá por fora, em mística atitude,
ora sorrindo altiva em proverbial virtude,
ora chorando a dor que o peito seu inunda.

No entanto, nos rincões há muito tempo existe
um velho morador, macambúzio, ermo e triste,
que nas quebradas vive um dito a propagar,

dizendo que alta noite a sós nos descampados,
há sorrisos de dor nos seus quartos fechados,
há bailados no chão e preces pelo ar.