MOMENTO DE REFLEXÃO!

Não faça nada daquilo que possas te arrepender, pois, se o arrependimento vier não terás o que fazer

domingo, 20 de dezembro de 2009

Jantar de confraternização.



Na noite de 18/12/2009, estivemos participando do jantar de encerramento de atividades do ano de 2009, do "GR Cavaleiros da Fronteira Oeste", entidade a qual fazemos parte, onde nos foi entregue o troféu a que fizemos juz pelo terceiro lugar em poesia inédita no Enart 2009, que por motivo de falha da organização não recebemos em data devida.
Esteve conosco, a família e muitos amigos, bem como artistas também premiados em outros festivais e que receberam seus troféus e as homenagens.





Na esquerda, a família dando o suporte psicológico que todo mundo precisa. No meio o pequeno grande gaiteiro Marcos de Liz, campeão do Fegartinho em gaita piano e ponto. E a direita o peãozinho Alberto, campeão do Rodeio do Saraquá na sua categoria.


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

NARRATIVAS CURTAS.

No dia 27 próximo passado, estivemos presente em solenidade de encerramento de atividades da Escola Livre de Belas Artes (ELBA), referente ao ano de 2009, no Centro Cultural Pedro Marini. Na ocasião, recebemos a premiação de 2º Lugar do III Concurso Elba de Narrativas Curtas, ao qual fizemos juz com o conto "O lado de cima".

Queremos aqui prestar um agradecimento ao Poder Público Municipal, por dar ênfase a esse tipo de evento cultural, em que podemos expor nossas criações culturais amadoristicamente.

Abaixo a medalha que recebemos como premiação:



sábado, 28 de novembro de 2009

ENART 2009.



Participamos neste mês de Novembro em Santa Cruz do Sul, da final do maior encontro de Arte amadora da América Latina, o ENART 2009, nas modalidades de conto e poesia inédita, onde viemos a lograr êxito com a premiação de terceiro lugar na modalidade Poesia Inédita, sendo que fomos o único uruguaianense premiado neste evento, concorrendo por Uruguaiana. Por uma falha da organização do evento, que não comunicou a premiação à 4ª RT, deixamos de comparecer ao local da entrega dos troféus - o que veio nos deixar bastante frustrados - mas ato este que já está sendo providenciado pela diretoria da entidade da qual fizemos parte, e que em breve devemos estar espondo aqui neste espaço a foto do Troféu tão almejado.Abaixo está postada a poesia premiada:

De seca e enxurrada.

Tremeluz o sol na coxilha,
ameaçando o pasto do Outono.
O campeiro, perde o sono
pedindo que Deus ajude,
que pr'uns dias o tempo mude,
e faça cair uma chuva,
pois, se não, o que se muda
é a querência do homem rude.

Se a seca não der uma trégua,
aos poucos o gado definha,
e o campeiro se avizinha
dos luzeiros da cidade.
Vai camperear dignidade
nos amontoados urbanos,
viver sem nome, orelhano,
vender a força e a idade.

Lá sim, a seca tá braba!
Nem tem mais o que salvar.
Quando o campeiro chegar
e desemalar os apêros,
embretará um pesadelo
maior que esse do campo,
só sobrará o desencanto,
a fome e o desespero.

Não terá mais o seu pingo,
nem o churrasco na brasa;
o galpão não será casa,
e não terá o chimarrão.
Se um piazito chorão,
reclamar da barriguinha,
talvez, não tenha a farinha
pra dar um jeito num pão.

Quando o sul vestir o poncho,
a chuva, já nem lhe importa.
Suas raízes estarão mortas
e não mais será um campeiro,
será somente um povoeiro
vivendo, “se Deus quiser”,
levando de tiro a mulher
e a prole de um changueiro.




Se lembrará com saudade,
das coisas lá da campanha
vai estancar com uma “caña”
a estiagem de sustento,
construirá apartamentos
pra conseguir os munícios,
e ruminará os resquícios
de recuerdos de outros tempos.

Lá no povo tudo é seca,
da bóia, aos sentimentos;
ninguém escuta lamentos
e pouco importa o irmão.
Se alguém dá com uma mão,
logo, puxa com a outra;
a vida é sempre potra
e o destino é redomão.

Se o sol larga da cisma
de se deitar colorado,
e vai dormir bem tapado
no fim do quarto minguante,
o sonho do retirante
a cada muda se renova!
Se chover na lua nova,
chove nos quartos restantes.

E o campeiro gasta a vida
pedindo que mude o vento,
e um temporal aguachento
traga-lhe a paz e a bonança,
e possa voltar pra estância
com a rebrota do pasto,
recuperar o tempo gasto
campereando a esperança.

Com a chuva vem fartura
de repasto e de quimeras,
e a estância que foi tapera
renasce da chuvarada
volta o homem pra morada
reaprendendo a sonhar
e a nunca mais reclamar
da chuva e da enxurrada.

terça-feira, 17 de novembro de 2009



AUMENTARAM OS JOÃOS-DE-BARRO.

Participamos em 07/11/09 do XII Rodeio Artístico e Cultural do Piquete Saraquá, representando o GR. Cavaleiros da Fronteira Oeste, na prova de Redação Temática e na Declamação, onde logramos a láurea de ser Bicampeão 2008-2009 da Redação e Campeão da Declamação 2009 MTG.
Por essas vitórias estamos gratos ao Patrão Velho do Céu, e todos os amigos que torcem pelo nosso sucesso. Gracias hermanos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

TROVA LITERÁRIA.






Vencedores dos XX JOGOS FLORAIS DE PORTO ALEGRE - CONCURSO DE TROVAS LITERÁRIAS são premiados:




Dia 24 de Outubro foram premiadas as nove trovas vencedoras dos XX JOGOS FLORAIS DE PORTO ALEGRE - CONCURSO DE TROVAS LITERÁRIAS, que teve o apoio da EDIPUCRS e foi desenvolvido pela UNIÃO BRASILEIRA DE TROVADORES, da secção de Porto Alegre. O concurso se destinou a alunos, professores e funcionários da PUCRS dos Campi Porto Alegre, Uruguaiana e Viamão, tendo como tema o OLHAR para trovas lirícas e/ou filosóficas, onde cada participante pode enviar no máximo tres trovas inéditas.


Os vencedores foram recepcionados em cerimônia realizada na Câmara Municipal de Porto Alegre - Teatro Glênio Perez, onde receberam troféu, diploma e edição da trova em um livro publicado pela Gráfica Epecê.


Porém, devido a grande adesão do concurso, tendo quase 50 trovas inscritas, a EDIPUCRS procurou premiar a todos que participaram e não só aos vencedores através da publicação de um e-book, ou seja, um livro eletrônico, este que possui o acesso gratuito no site da editora e que além de trovas escritas o e-book apresenta as trovas vencedoras em formato de áudio, possibilitando que a trova seja ouvida.


Acesse o link e conheça os vencedores e todas as demais trovas participantes do concurso:





domingo, 25 de outubro de 2009

CALIFÓRNIA PETIÇA.


Que bom pra gente, que humildemente participa dos eventos poéticos-musicias do Rio Grande do Sul, poder constatar que a cada dia que passa surgem novos talentos no cenário musical gaúcho, como é o caso desta menina ganhadora da categoria especial "Intérprete vocal feminino" da Califórnia Petiça Internacional de 2009.
Para mim, e para todos os compositores, e em especial para mestres como Silvio Genro, ao nosso lado na foto, os festivais descobrem intérpretes talentosos como a Tarciane Tebaldi, que veio lá de Bagé para abrilhantar o nosso palco aqui em Uruguaiana, e fazer companhia para talentos terrunhos nossos, como Vitor Salgueiro, Luis Fernando Baldez e uma infinidade de novos valores que pedem passagem no cenário musical gaúcho e nunca deixarão morrer esta semente plantada por outro poeta e sonhador uruguaianense, chamado Colmar Duarte, que vem através dos anos destacando tantos nomes no cenário artístico sulino.
Muito obrigado, meu Deus por ter me regalado o prazer de ter nascido neste chão, e poder participar destas manifestações que só trazem alegria ao povo gaúcho.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

MERCEDES SOSA.



E lá se foi Mercedes. Todos nós, que nos arvoramos “poetas sociais”, e que às vezes gostamos de nos considerar “hermanos”, nesta hora nos sentimos um pouco órfãos. Todos aqueles que um dia pregaram a unidade entre os povos da América Latina estão neste momento castrados em seus objetivos.
A vida de “La Negra”, foi marcada pela certeza de que só a união de todos os nichos artísticos das Américas criariam uma nova consciência sócio-cultural e histórica para nosso povo.
O seu canto, a luta política, as amizades e o seu carisma ultrapassaram as fronteiras simples da província de Tucumán para ganhar o mundo, e defender uma causa que deveria ser de todos nós, deserdados sociais, que só possuem a arte como arma de luta.
Por isso tudo, só temos uma coisa pra dizer na despedida à Mercedes Sosa: Gracias a la vita.

sábado, 3 de outubro de 2009

Vai-se parte da nossa arte.

Hoje, 03/10/2009, partiu para rodeios do CTG Grande Estância do Céu, o grande declamador uruguaianense Solon Alves Fagundes, que atualmente estava radicado na Barra do Quaraí. Solon teve grandes participações em festivais de poesias da região, com sua voz possante e bem empostada transmitia com maestria a mensagem que o poeta colocava em versos.
Que a eternidade te proporcione grandes apresentações, parceiro velho! São os desejos de todos os amigos da poesia gaúcha. Fica com Deus, amigo.

1º Candieiro da Poesia e da Canção

Dando a minha colaboração ao 1º Candieiro da Poesia, no CTG Sinuelo do Pago. Dizendo uma poesia, amadrinhado pelo Jairo Rodrigues.









Parceria de fé: Afonso Falcão, este humilde poeta, Guilherme Ferreira e Franco Ferreira, aliás o melhor declamador do festival e vencedor com o poema de Carlos Omar Vilela Gomes.





segunda-feira, 14 de setembro de 2009

PASTOREIO DA CANÇÃO - S.do Livramento.

Grande intérprete Tarciane Tebaldi com o grupo de músicos da Oficina de música Cristiano Cesarino defendendo "Jogo de Damas", uma obra dos uruguaianenses Jorge Claudemir Soares e Gaspar Martins Jr., lá em Santana do Livramento no 8º Pastoreio da Canção.
Só temos agradecimentos para esse pessoal, pelo carinho e dedicação a nossa obra.

Tarciane Tebaldi com o pessoal da Oficina de Música Cristiano Cesarino, recebendo o troféu de 2º Lugar, pela bela defesa de "Jogo de Damas" no 8º Pastoreio da Canção de Santana do Livramento-RS. Muito obrigado pessoal.


Troféu de 2º Lugar do 8º Pastoreio da Canção de Santana de Livramento para "Jogo de Damas", uma obra de autoria de Jorge Claudemir Soares com música de Gaspar Martins Jr.

"Jogo de Damas" mereceu o prêmio de melhor poesia do "8º Pastoreio da Canção", por ter sido concebida em um momento muito especial da vida deste poeta.



Troféu de melhor poesia do festival, também arrebanhada por "Jogo de Damas", e que no próximo ano deverá denominar-se "Troféu Jorge Claudemir Soares".





domingo, 12 de julho de 2009

DESENCONTRO>

Onde estavas tu?

Quando meus cristais se partiram;

Quando nas madrugadas molhadas,

meus passos ecoaram nas calçadas

na busca frenética por paixão.



Onde estivestes tu?

Quando meu coração,

afogou mágoas em fel,

na mesa de um bordel.



Onde estavas tu?

Enquanto a juventude

fugia-me entre dedos,

e eu buscava na orgia

algo que fosse magia

para esconder meus segredos.



Onde estava ... eu?

Quando surgistes radiante,

como uma estrela brilhante

na noite quente do Verão.

E agora? De que me adianta?

Não tenho mais energia,

não tenho mais a alegria

dos meus tempos de antes.



Tudo saiu errado!

O tempo, o meio e o espaço.

Do lodo onde afundei

brotastes exuberante.

Como o lírio que extrai

beleza e perfume

do pântano mal-cheiroso;

tu fizestes das minhas mazelas

as tuas iluminadas passarelas.

Depois, desfilastes ignorando-me,

pois não sou digno da tua luz,

e o que resta-me é a cruz

do malfadado desencontro.

domingo, 21 de junho de 2009

A POESIA ALÇA VÔO RUMO AO CÉU!

Nesta noite de 20 de Junho, retirou-se para lugares mais tranquilos e certamente mais inspiradores para um poeta, do que este em que estamos vivendo, o grande poeta uruguaianense Alci Soares Tubino. E como este blog tem o intuito de homenagear a poesia, não poderia furtar-se de comentar a respeito de tão nefasto acontecimento.
- ALCI SOARES TUBINO nasceu em Uruguaiana. Autodidata, pertence a várias instituições culturais da cidade e do pais. Funcionário Municipal aposentado, quando de sua passagem pelo Centro Cultural Dr.Pedro Marini, criou e organizou a Sala do Autor Uruguaianense. Publicou as obras Gonçalves Vianna e seu universo poético(1987). Colaborador de jornais e revistas de nosso Estado, trabalhou como redator de "A Vanguarda" de Uruguaiana e "A Platéia" de Livramento. Fundou e dirigiu o extinto Clube de Artes de Uruguaiana (1982). Durante anos manteve sua coluna poética no jornal Cidade, publicando obras de Poetas Consagrados e de novos talentos. Mantém a coluna Histórias da Vida do Jornal da Tarde da Rádio Charrua AM. Participou da Coletânea Causos e Versos nos Confins do Continente de São Pedro (2006), organizado pela escritora Vera Ione Molina.- (Informações biográficas postadas por Vera Salbego, Escritora e editora da Revista Poética.)
Soares Tubino sempre foi um poeta urbano, mas consegui alguns escritos dele que fala da vida rural, com a qual todos nós sonhamos, somente para poder homenageá-lo:

ASSOMBRAÇÃO
Alcy Soares Tubino

No meio da coxilha, à beira de um açude,
ergue o modesto porte uma tapera imunda,
olhando a vastidão solene que a circunda,
num clima de silêncio e solilóquio rude.

Há quanto tempo assiste, ante a campanha funda,
à vida lá por fora, em mística atitude,
ora sorrindo altiva em proverbial virtude,
ora chorando a dor que o peito seu inunda.

No entanto, nos rincões há muito tempo existe
um velho morador, macambúzio, ermo e triste,
que nas quebradas vive um dito a propagar,

dizendo que alta noite a sós nos descampados,
há sorrisos de dor nos seus quartos fechados,
há bailados no chão e preces pelo ar.

sábado, 2 de maio de 2009

Qualquer semelhança com algum governante é mera coincidência!!!!!

A REVOLTA DAS GALINHAS.

Cá pras bandas do Rio Grande
me surgiu um fato estranho;
Pra contar até me acanho
que é deveras engraçado:
pois, na história deste pago
o mais fraco não se achica
e nem o tal de “Freud” explica
o que se deu pra estes lados.

Veio da querência do norte
uma fêmea de lagarto,
que chegou de senho alto
e um bando de lagartinho,
com ganas de achar caminho
que levasse a um galinheiro,
pra num golpe bem matreiro
se aboletar pelos ninhos.

Dali, seria mais fácil
alimentar sua ninhada.
Com a estratégia traçada
a “teiú” rondou o momento,
e não demorou muito tempo
pra que os galos se descuidassem
e a prole, então, se ajeitasse
pra buscar o seu sustento.

Não demorou a teatina
tomou conta do poder,
e a primeira coisa a fazer
foi assinar um decreto:
que a galinhada, por certo
poria dois ovos por dia,
um para alimentar suas crias
e outro pra pagar os excessos.

Mudou bastante os costumes,
de há muito no galinheiro,
os galos perderam o poleiro
e lhes diminuíram a ração,
se quisessem ganhar o pão
tinham de cuidar pintinhos
e os frangotes mais novinhos
comiam e dormiam no chão.

Tinha galo de cara feia
e galinha de má vontade,
reclamando, barbaridade,
do trabalho e do imposto;
já não se achavam dispostos
nem pra chocar pintinhos,
mal o ovo caía no ninho
já virava tira-gosto.

E a lagarta roncando grosso
ditando lei pros dois lados,
trazia o galinheiro espichado
num arrocho de dar medo.
Mas, já não era segredo
que os galos urdiam trama
e as reuniões da galinhama
aconteciam de manhã cedo.

Os lagartos levantam tarde
e as galinhas de madrugada,
foi na hora desencontrada
que se formou a revolução
lá pelos fundos do galpão
a fofoca era “a la farta”,
as idéias eram parcas
mas acharam a solução.

Que sonegariam os ovos:
foi aceito em assembléia;
as galinhas deram a idéia,
e passaram logo a vigília,
escorraçariam a pandilha
que estava ali de estorvo;
não botariam um ovo
pra alimentar a quadrilha.

E assim se deu o motim
por todo aquele recinto,
os lagartos meio famintos,
recorriam a despensa,
alguns firmavam a crença
que o outro havia-o roubado
e quase desesperados
iniciaram as desavenças.

Foram passando os dias
e o bando se dispersando
os mais espertos migrando
pra galinheiros mais fartos
porque a sina de lagarto
e viver de ovo e mel,
e se lhe faltar o farnel
logo ele muda de mato.

Ficou só a lagarta velha
comendo a própria cola,
vivendo meio de esmola
e da bondade das aladas,
mas, na primeira bolada
se manda a campo fora
que é melhor ir-se embora
e escapar da cachorrada.

Vai chegar de cola curta
na sua antiga morada,
mas, com a língua afiada
e se gabando da sorte,
dizendo-se muito forte,
ainda que meio tonta,
e vai querer tomar conta
dos galinheiros do norte.

Os galináceos aprenderam
que alguém tem de mandá-los,
mas, terá que ser um galo
que conheça o galinheiro,
não um lagarto “oveiro”,
ou sorro magro de grota;
se há quem conheça a volta
porque aceitar “breteiro”.

Tomara, nunca mais venha
cá pras bandas do rincão,
que fique lá no seu chão
melando umas lixiguanas,
pois, mandante haragana
não há de aparecer duas,
que os galos tiram na pua
outra lagarta tirana.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Musica Tema da Semana Farroupilha 2009.

- 40% das classificadas, foram de uruguaianenses.

O concurso da Música-Tema da Semana Farroupilha de 2009 ocorre no dia 20 de março, junto com a Festa Campeira do Rio Grande do Sul (Fecars). Das composições inscritas, dez foram classificadas para subir ao palco no município de Santo Augusto, com a temática “Os Farroupilhas e Suas Façanhas”. Conforme a comissão organizadora, a equalização será realizada das 14h às 18h e o início do concurso às 20h. A ajuda de custo aos participantes ficará em R$ 300.

Confira a listagem das classificadas:

1. Das Façanhas Farroupilhas
Letra: Sílvio Genro
Música: Duca Duarte

2. Façanhas por ideais farroupilhas
Letra: Albeni Carmo de Oliveira
Música: Francisco Carlos Fighera e Clóvis Frozza

3. Farrapo, Pátria e Façanha
Letra: Rafael Santana Lewandowski e Roberto Pereira
Música: Moisés Cardoso e Josiano Silva

4. Herança Farrapa
Letra: Cristiano Medeiros e Adriano Medeiros
Música: Diego Gisler

5. Por meu Rio Grande sim
Letra e Música: Vantuil Valdeque Vaz Machado (Deco Machado)

6. Batalhas do Passado
Letra e Música: Ailton Fernandes dos Santos

7. Sagrada Herança Farroupilha
Letra: Francisco Carlos Fighera
Música: Francisco Carlos Fighera, Gustavo Fighera e Clóvis Frozza

8. Revolucionários Mestres Farroupilhas
Letra: João Manuel Sasso
Música: Clóvis Mendes

9. Faces da mesma façanha
Letra e Música: Miguel Machado da Silveira

10. Ideal farrapo
Letra: Jorge Claudemir Soares
Música: Daniel Canes

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

1º Confraria da Canção e do Verso do Imbaá.



Estivemos presente neste encontro de talentos uruguaianenses, lá no sítio do irmão Getúlio Rodrigues, em substituição ao encontro anual do Canto do Ibicuí. Um evento, dito tampão, mas que demonstrou todo o carinho e a fraternidade que se cultiva entre todos os artistas que ali compareceram. Agradecimentos especiais a todos que trabalharam incansavelmente para que fosse possível a realização de tal reunião de talentos.



Nei Menezes, Alexandre Scherer, Vaine Vieira e Gaspar Martins, emprestando seus talentos para que o nosso trabalho fosse ao palco da melhor maneira possível. Apresentação de "Eu e o rio" na linha livre.

O pessoal compondo e ensaiando bastante. Que momento!


Trocou o cantor, saiu o Nei para entrar o Jaime Ribeiro e, defender um trabalho nosso, meu e do Flávio Campos Sartori, na linha temática. "Rebusque", um chamamezito na bela voz do Jaime.




Vocal sensacional para defender "Estiagem", letra nossa com música de Nei Menezes e Xande Scherer. Gracias aos talentos vocais de João Valter Lopes, Nei Menezes e Alexandre Scherer, e a dedicação dos músicos Vaine Vieira e Gaspar Martins.



A irmandade reunida: Claudionir Bastos, Carlinhos Edique, Xande Sherer, Eu, Nei Menezes, João Valter, Jaime Ribeiro e Marcos Olavo. Que grande final!








sábado, 24 de janeiro de 2009

TESTAMENTO.


Cuia velha de porongo,

curtida ao sol de Janeiro
chamuscada no braseiro
do grande fogo de chão,
tu moras no coração
do pampa sul-brasileiro.

Quando te entonas faceira
na grande roda de mate,
culturas vêm pro debate
de povos e gerações
misturando as opiniões,
os dialetos e os sotaques.

Cuia amiga e campechana
não prescindas da tua sorte!
Nunca decretes a morte
das charlas do meu Rio Grande,
deixe o progresso que ande,
mas não mudes o teu norte.

Cuia velha desbocada,
do bojo liso de mãos,
oscularam-te com sofreguidão
grandes vultos da história,
fostes troféu de vitórias
das lutas deste rincão.

Com a bomba de metal prateado
és amiga para tudo,
na hora do mate “cuiudo”
aglutinas esperanças,
cumpres a atávica herança
de unir povos do mundo.

Quero teus salmos de glória
escritos em memoriais,
e quero teus armoriais
gravados pra sempre na pampa
e que se guarde tua estampa
como herança dos ancestrais.

Um dia quero meu filho
sorvendo teu mate quente,
levando sempre na mente
o estandarte gaúcho,
embora com outros luxos
mas sem pensar diferente.


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

DEGRADAÇÃO.

Hoje, sou um homem triste
na forma que vejo o mundo,
em que poço mais profundo
meteu-se a humanidade?
Por quê, tanta crueldade
de gente sem coração,
irmão que mata o irmão
sem um pingo de piedade.

Quando o bandido cruel,
mata a criança inocente,
nos sentimos impotente
em tecer questionamentos.
Tomando por ensinamento
os fatos lá do passado
soubemos que é fadado
a cair no esquecimento.

Quantas mortes causadas
pelo tal “da moto-serra”,
que a Amazônia enterra
nas entranhas de sua mata.
A memória até me falta
pra lembrar o Pataxó
que foi queimado sem dó,
e o caso virou cascata.

Façamos a “minha culpa”
no rastro dessas tragédias,
que nunca vire comédia
a punição dos culpados,
que não passam de coitados
sem Deus, moral ou valores
mas que cometem horrores
sabem – serão perdoados.

Onde estarão os limites
que meu pai me ensinou?
Será que o tempo mudou
o respeito ao semelhante,
fazem leis itinerantes
pra justificar os salários
e beneficiar salafrários,
facínoras e traficantes.

Criança que faz criança
e joga à-toa no mundo,
só pra virar vagabundo
e o bandido do futuro.
O embate é muito duro
aos deserdados da sorte,
só restando-lhes a morte
e o destino bem escuro.

Os ricos e nababescos
se perdem em futilidades,
e não acham utilidades
ao dom da vida - de Deus.
Transformam-se em fariseus
vivendo de aparências
e sustentam a opulência
à custas dos sonhos seus.

Precisamos achar saída,
para este beco fechado,
pois, seremos trucidados
pela nossa letargia,
e haverá de vir o dia
de ajoelharmos no chão,
e implorarmos perdão
de DEUS e a VIRGEM MARIA.

PAI NOSSO que estais no céu.
Santo seja o teu Nome.
Por favor, não nos abandone
na hora da provação
te peço de coração,
tenha piedade dos filhos,
o mundo volta pros trilhos
na força da oração.